Empresas que ainda não estão preparadas para o Strategic Bricks: como identificar e o que fazer antes
- fepesantos
- há 12 horas
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Metodologias experienciais têm um apelo forte porque aceleram conversas que, no modelo tradicional, demorariam semanas. O Strategic Bricks entra exatamente nesse território: um jeito disruptivo, lúdico e mão na massa de transformar temas complexos em clareza prática, com 100% de participação.
Mas existe um ponto que pouca gente admite: nem toda empresa está preparada para aproveitar uma metodologia como essa. E isso não é um julgamento sobre maturidade, inteligência ou “vontade de mudar”. É sobre contexto, cultura, timing e, principalmente, sobre condições mínimas para que a construção coletiva gere comprometimento e mudança real.
Este artigo é para quem está avaliando o Strategic Bricks e quer comprar com segurança: entender quando faz sentido entrar agora, quando é melhor preparar o terreno e como evitar que uma experiência potente vire apenas “um workshop diferente”.
O que significa “estar preparado” para o Strategic Bricks
Preparação, aqui, não tem relação com conhecer LEGO ou ter familiaridade com dinâmicas. No Strategic Bricks, as pessoas aprendem fazendo, construindo e vivenciando. Isso pede um ambiente mínimo de segurança psicológica e intenção real de transformar conversa em ação.
Na prática, uma empresa preparada tende a ter:
Um desafio real e relevante para trabalhar (não só “fazer um encontro”).
Patrocínio de liderança, com abertura para ouvir e ajustar rotas.
Disponibilidade para decidir ou, no mínimo, para clarear critérios de decisão.
Compromisso com próximos passos, mesmo que pequenos e iterativos.
Quando esses elementos não existem, o Strategic Bricks pode até gerar insights. O problema é que insights sem sustentação viram frustração, cinismo e a sensação de que “treinamento não funciona”.
6 sinais de que sua empresa ainda não está pronta (e por quê)
1) A expectativa é “consertar pessoas”, não resolver um problema de negócio
Se o briefing vem carregado de rótulos, como “o time é desmotivado”, “as pessoas não têm atitude”, “ninguém veste a camisa”, há um risco de usar o workshop como correção de comportamento. O Strategic Bricks funciona melhor quando o foco é um desafio concreto: alinhamento de prioridades, integração entre áreas, clareza de papéis, melhoria de jornada, tomada de decisão, cultura e formas de trabalhar.
Sem essa mudança de lente, a sessão pode gerar defensividade e pouca honestidade.
2) A liderança quer participação, mas não quer escutar
Metodologias 100% participativas expõem percepções reais. Se líderes entram com a intenção de validar uma decisão já tomada, a dinâmica vira teatro. As pessoas percebem rápido quando o espaço é de fala sem consequência.
Um sinal clássico é quando o patrocinador pede “franqueza”, mas também pede para “não trazer problemas” ou “não entrar em assuntos sensíveis”. Sensível, muitas vezes, é justamente o que precisa ser trabalhado.
3) O problema é urgência operacional, não falta de alinhamento
Quando a empresa está em modo incêndio, com sobrecarga extrema e sem qualquer margem de reorganização, o workshop pode virar uma pausa agradável, porém desconectada da realidade. Não é que não seja importante parar. É que, sem espaço para implementar, o ganho evapora.
Nesse caso, costuma funcionar melhor começar com um recorte menor, ou com uma intervenção de diagnóstico e priorização, antes de um dia inteiro de construção coletiva.
4) Há baixa segurança psicológica ou medo de represália
O Strategic Bricks usa metáforas e construções para facilitar conversas difíceis, mas ele não elimina o medo estrutural. Se as pessoas acreditam que “o que eu falar vai ser usado contra mim”, elas constroem defesas, não soluções.
Sinais comuns:
Silêncio em reuniões e concordância superficial.
Dependência de aprovação do chefe para tudo.
“Brincadeiras” sarcásticas quando alguém se expõe.
5) O patrocinador busca uma resposta única e pronta
Empresas acostumadas com consultoria prescritiva às vezes esperam sair com “o plano perfeito” definido por alguém de fora. O Strategic Bricks não é isso. Ele acelera raciocínio, alinhamento e decisão por meio das pessoas. Para funcionar, o patrocinador precisa aceitar o processo: explorar, testar, escolher e ajustar.
Se a pergunta é “qual é a resposta certa?”, ainda não é o melhor momento.
6) O tema não tem dono e não existe governança mínima
Quando ninguém é responsável pelo tema, qualquer plano vira documento. O Strategic Bricks gera clareza e direção, mas precisa de um mínimo de governança para sustentar. Sem isso, a energia do encontro vira uma “onda” que passa.
Se a organização não consegue nomear quem decide, quem executa e quando revisa, vale preparar essa estrutura antes.
O que pode dar errado quando a empresa não está pronta
Comprar uma metodologia potente no timing errado tem custo. Não só financeiro. Custo de confiança.
Insights sem ação, que reforçam a crença de que “nada muda”.
Exposição desnecessária de conflitos sem contenção e sem encaminhamento.
Resistência futura a dinâmicas participativas, por trauma de experiências mal ancoradas.
Perda de credibilidade do RH ou da área patrocinadora, se a iniciativa for percebida como cosmética.
Se você está considerando a compra, o objetivo não é evitar risco a qualquer custo. É criar as condições para que o risco vire avanço.
Como preparar sua empresa para o Strategic Bricks (sem burocratizar)
A preparação não precisa ser longa. Em muitos casos, pequenos ajustes elevam muito o retorno. Aqui vão passos práticos.
1) Transforme “tema amplo” em pergunta orientadora
Em vez de “melhorar a cultura”, faça a pergunta certa. Exemplos:
“Quais comportamentos precisamos reforçar e quais precisamos parar de tolerar para bater nossas metas nos próximos 90 dias?”
“O que, na prática, significa excelência no atendimento no nosso contexto e como medir isso?”
“Quais são as 3 prioridades estratégicas e o que cada área precisa entregar?”
Se você quiser um norte do que a metodologia costuma destravar, um bom próximo passo é entender melhor como funciona o Strategic Bricks na prática.
2) Alinhe expectativas com a liderança: participação exige consequência
Antes do workshop, combine o que a liderança está disposta a fazer com o que aparecer. Não é “aceitar tudo”. É se comprometer com critérios claros.
O que será decidido no encontro?
O que será levantado como hipóteses para validação?
O que definitivamente está fora do escopo e por quê?
Esse alinhamento evita frustração e aumenta a sensação de justiça do processo.
3) Garanta condições mínimas de segurança psicológica
Você não precisa “resolver a cultura” antes. Mas pode ajustar o ambiente:
Defina regras simples de interação, como escuta sem interrupção e respeito às divergências.
Separe momentos de construção individual e compartilhamento, reduzindo medo de exposição.
Trate confidencialidade com seriedade quando o tema for sensível.
Se a empresa já tem desafios fortes de relacionamento e comunicação, vale considerar uma etapa anterior de diagnóstico comportamental. Nesse contexto, pode fazer sentido conhecer a formação e aplicação do DISC/profiler como apoio para líderes e times.
4) Escolha um recorte menor se o momento estiver caótico
Se a operação está em modo urgência, um recorte reduz a fricção. Exemplos de recortes:
Uma área crítica (ex.: atendimento, vendas, produto).
Um processo específico (ex.: passagem de bastão entre áreas).
Um desafio de 30 a 90 dias (ex.: reduzir retrabalho, melhorar NPS, acelerar onboarding).
Depois, com resultados visíveis, fica mais fácil escalar para mais pessoas.
5) Planeje o “dia seguinte” antes do dia do workshop
Uma pergunta simples aumenta muito a efetividade: “como vamos garantir continuidade?”. Algumas opções:
Definir donos por ação e uma cadência de revisão.
Marcar uma sessão de acompanhamento.
Conectar o plano a métricas que já existem, para não criar um sistema paralelo.
Esse tipo de amarração pode ser feito em conjunto com apoio de consultoria para sustentar a execução, quando o desafio exige continuidade.
Quando o Strategic Bricks é uma excelente escolha (e por que compradores gostam)
Se a sua empresa tem um desafio real e precisa de alinhamento rápido, o Strategic Bricks costuma ser uma escolha forte porque:
Reduz ruído: o que está abstrato vira visível, tangível e discutível.
Acelera convergência: todo mundo participa e constrói linguagem comum.
Gera compromisso: envolvimento gera comprometimento, que aumenta a chance de mudança real.
Funciona com diferentes perfis: a abordagem multissensorial ajuda quem não se engaja em reuniões tradicionais.
E um detalhe importante para compradores: o Strategic Bricks é diferente do LEGO® Serious Play® (LSP). O LSP é uma metodologia desenvolvida pela LEGO® com MIT e IMD, enquanto o Strategic Bricks é uma metodologia própria baseada em fundamentos de aprendizagem e pode usar LEGO® e outros materiais. Se você está comparando caminhos, vale ler também sobre workshops com LEGO® Serious Play® para estratégia e alinhamento, dependendo do seu objetivo.
Conexão com a Escola de Inspirações (de forma objetiva)
A Escola de Inspirações atua com treinamentos e consultoria empresarial de forma disruptiva e experiencial. Isso significa que o foco não é “assistir conteúdo”, é construir soluções com as pessoas, com participação total e facilitação profissional.
No Strategic Bricks, a Escola aplica uma metodologia própria baseada em 12 fundamentos de aprendizagem e utiliza LEGO® e outros materiais para ampliar repertório, metáforas e possibilidades de construção. Também forma facilitadores em um programa presencial de 3 dias, com kit de mais de 1.500 peças de LEGO®, mentorias individuais e certificado, para quem quer aplicar imediatamente em grupos de até 10 pessoas.
Se você está avaliando comprar uma vivência para sua empresa, um bom começo é esclarecer objetivo, público, duração desejada e resultados esperados. A partir disso, fica mais fácil desenhar o formato certo, seja com Strategic Bricks, seja combinando com outras soluções da Escola quando fizer sentido.
Conclusão
O Strategic Bricks é poderoso, mas não é mágica. Ele funciona quando a empresa tem um desafio real, liderança minimamente aberta, espaço para decidir e compromisso com o dia seguinte. Quando esses elementos não estão presentes, o melhor caminho não é desistir. É preparar o terreno com passos simples, ajustar o escopo, criar governança e começar pelo recorte certo.
Para compradores, a decisão mais inteligente não é “fazer algo diferente”. É escolher uma experiência que gere clareza, alinhamento e ação. E isso começa por uma pergunta honesta: estamos prontos para construir de verdade?




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