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Empresas que ainda não estão preparadas para o Strategic Bricks (e como saber a hora certa)

  • Foto do escritor: Fernanda Beli
    Fernanda Beli
  • há 12 minutos
  • 6 min de leitura

Metodologias experienciais têm um efeito curioso: quando encaixam no momento certo, aceleram decisões, alinhamentos e mudanças que estavam travadas há meses. Quando entram no momento errado, viram “mais um workshop” e geram frustração. O Strategic Bricks, por ser uma metodologia mão na massa, lúdica e profundamente estratégica, amplifica o que já existe na empresa: clareza vira ação, confusão vira ruído, abertura vira colaboração, controle vira resistência.



Este artigo é para quem está considerando aplicar Strategic Bricks e quer fazer uma escolha madura. A ideia não é desqualificar empresas, e sim ajudar você a avaliar prontidão, reduzir riscos e preparar o terreno para que a metodologia entregue o que promete: participação real, pensamento fora da caixa e soluções construídas por pessoas.



O que o Strategic Bricks faz muito bem (e por que isso exige prontidão)

O Strategic Bricks é uma metodologia própria da Escola de Inspirações que combina fundamentos de aprendizagem e facilitação com o uso de LEGO® e outros materiais (massinha, papéis, palitos, tecidos e recursos de reciclagem). Ele foi desenhado para transformar conversas abstratas em modelos visuais e decisões práticas, com alta participação.


Na prática, ele costuma ser escolhido quando a empresa quer:


  • Alinhar estratégia com times que interpretam prioridades de formas diferentes.

  • Resolver problemas complexos que não se destravam só com reunião e slide.

  • Engajar pessoas para que o plano não fique só no topo, e sim vire compromisso coletivo.

  • Construir narrativas comuns sobre cultura, cliente, produto, liderança e execução.

Essa potência vem com um pré-requisito: o ambiente precisa permitir conversa honesta, escuta ativa e disposição para aprender fazendo. Se isso não existe, o método não “conserta” a cultura em um dia. Ele evidencia onde está o desalinhamento para que a organização decida o que fará com essa verdade.



Sinal 1: a liderança quer “adesão” sem abrir espaço para diálogo

Se a intenção real é convencer o time de uma decisão já tomada, a metodologia vira teatro. O Strategic Bricks funciona melhor quando a liderança tem clareza do destino, mas aceita co-construir o caminho e, em alguns casos, ajustar premissas.



Como identificar na prática

  • O briefing chega com frases como “precisamos que eles comprem a ideia”.

  • Existe medo de perguntas e desconforto com divergência.

  • O espaço para decisão está travado: “não pode mexer nisso”.

Por que isso impede resultado: o Strategic Bricks depende de participação genuína. Quando as pessoas percebem que a escuta é simbólica, elas se protegem, e o encontro fica raso.


O que fazer antes: alinhar expectativa com a liderança sobre o que é negociável e o que é inegociável. Em muitos casos, uma conversa de alinhamento ou uma intervenção menor de liderança prepara o terreno. Um bom ponto de partida é entender como a Escola atua com metodologias experienciais para liderança e quais formatos ajudam a criar segurança psicológica.



Sinal 2: a empresa está em modo crise e quer uma “cura rápida”

Crises existem e, sim, metodologias mão na massa podem ajudar em gestão de crise. O problema é quando a organização está em sobrevivência, sem tempo de processar e sem disponibilidade emocional para construir. A expectativa vira: “vamos resolver tudo em 4 horas”.



Como identificar na prática

  • Alta rotatividade recente, rumores, reorganizações e cortes.

  • Agenda tomada por urgências e pouco espaço para continuidade.

  • Pessoas exaustas, cínicas ou desconectadas do propósito.

Por que isso impede resultado: sem energia de execução pós-encontro, boas decisões não se sustentam. O método gera clareza, mas precisa de governança mínima para virar ação.


O que fazer antes: defina um escopo menor e realista. Em vez de “planejamento estratégico completo”, foque em 1 ou 2 perguntas críticas, com entregáveis objetivos. Se a crise estiver ligada a atendimento e reputação, pode fazer sentido combinar com um trabalho de experiência, como o Método 4C da Experiência do Cliente (Conhecer, Compreender, Cumprir e Cuidar), que organiza a estratégia antes da execução e pode ser integrado a encontros experienciais. Saiba onde isso se encaixa ao explorar soluções para experiência do cliente e do colaborador.



Sinal 3: existe alergia a qualquer coisa “lúdica”

Uma objeção comum é confundir “lúdico” com “infantil”. No Strategic Bricks, o lúdico é uma tecnologia de aprendizagem: ele reduz defesas, ativa criatividade e torna visível o que as pessoas não conseguem explicar só com palavras. Mas se o ambiente é excessivamente rígido, hierárquico e punitivo, a resistência pode bloquear a experiência.



Como identificar na prática

  • Comentários como “não temos tempo para brincadeira”.

  • Medo de exposição e vergonha de errar em público.

  • Reuniões em que só alguns falam e o resto se cala.

Por que isso impede resultado: a metodologia exige presença e experimentação. Se as pessoas entram na sala para “se proteger”, elas não constroem, não compartilham e não se comprometem.


O que fazer antes: comece com um formato curto e com problema bem definido, para gerar confiança. Também é essencial a facilitação profissional, com regras claras de participação e respeito. Se sua organização precisa primeiro criar uma linguagem comum sobre comportamento e colaboração, uma alternativa complementar é mapear perfis e comunicação com DISC, e depois avançar para o mão na massa. Veja como a Formação DISC e o profiler apoiam líderes e RH em diagnósticos e alinhamentos.



Sinal 4: o briefing é “melhorar comunicação” sem objetivo mensurável

“Comunicação” é um sintoma, não um objetivo final. Quando o pedido é genérico, o encontro tende a gerar boas conversas, mas pouca mudança estrutural. O Strategic Bricks entrega mais quando a pergunta é concreta e ligada a decisão.



Transforme pedidos genéricos em perguntas fortes

Antes de rodar a dinâmica, refine o foco. Exemplos de perguntas melhores:


  • Quais são as 3 prioridades do trimestre e quais comportamentos precisam mudar para executá-las?

  • Onde a experiência do cliente quebra e qual é a causa raiz no processo?

  • Que decisões estamos evitando, e qual é o custo disso em receita, tempo e clima?

  • Que acordo de trabalho o time precisa para reduzir retrabalho nas próximas 6 semanas?

Por que isso muda o jogo: perguntas fortes criam entregáveis. E entregáveis criam continuidade, o que é a diferença entre um evento inspirador e um projeto transformador.



Sinal 5: não há dono de processo para sustentar o pós-workshop

O Strategic Bricks acelera alinhamento e gera visão compartilhada. Mas alguém precisa assumir o “e agora?”. Sem sponsor e sem rotinas de acompanhamento, a empresa volta ao automático na segunda-feira.



Checklist de governança mínima

  1. Um sponsor com poder para remover barreiras e priorizar ações.

  2. Um líder de implementação responsável por prazos e cadência.

  3. Critérios de sucesso simples: 3 métricas ou evidências de avanço.

  4. Ritual de acompanhamento (quinzenal ou mensal) por 60 a 90 dias.

Por que isso é decisivo: prontidão não é “estar perfeito”. É ter estrutura mínima para transformar insight em execução.



Quando NÃO estar pronto pode ser exatamente o motivo para começar

Há uma nuance importante. Nem toda resistência significa “não faça”. Às vezes, o problema é justamente a falta de diálogo, a fragmentação entre áreas e a incapacidade de enxergar o sistema como um todo. Nesse caso, o Strategic Bricks pode ser o ponto de virada, desde que haja escopo correto e segurança no processo.


Uma forma prática de decidir é separar:


  • Resistência por desconhecimento: dá para trabalhar com preparação, exemplos e um piloto.

  • Resistência por controle: precisa de alinhamento com liderança e contrato psicológico claro.

  • Resistência por exaustão: pede escopo menor e foco em aliviar dor concreta.


Conexão com a Escola de Inspirações (de forma simples e útil)

A Escola de Inspirações atua com treinamentos e consultoria empresarial usando metodologias disruptivas e experienciais, com 100% de participação e aprendizagem mão na massa. O Strategic Bricks, especificamente, é uma metodologia própria baseada em 12 fundamentos de aprendizagem e utiliza LEGO® e outros materiais para facilitar alinhamento, clareza e construção de soluções com as pessoas.


Se você está avaliando se sua empresa está pronta, dois caminhos costumam funcionar bem:


  • Diagnóstico e desenho do encontro: definir objetivo, pergunta norteadora, perfil do público e entregáveis, antes de qualquer agenda.

  • Piloto bem enquadrado: começar com um grupo menor e um problema real, para gerar tração interna.

Para entender formatos, aplicações e como desenhar a experiência com intenção, vale consultar como funciona o Strategic Bricks na prática e conversar sobre o melhor encaixe para seu contexto.



Conclusão

Empresas “não prontas” para o Strategic Bricks normalmente não têm um problema de metodologia. Têm um problema de intenção, timing ou sustentação. Quando esses três pontos são tratados, a experiência deixa de ser um evento e vira alavanca: pessoas se sentem parte ativa do processo, o comprometimento aumenta e a mudança acontece de verdade.


Se você quer usar uma abordagem disruptiva para construir alinhamento e sair do ciclo de reuniões improdutivas, comece pela pergunta certa e pelo desenho correto. A partir daí, a metodologia vira meio, não fim. E o resultado aparece no que importa: decisões melhores, execução mais rápida e times mais comprometidos.


 
 
 

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