Como o MIT e o IMD da Suíça Influenciaram o LEGO® Serious Play®
- Fernanda Beli
- há 1 dia
- 5 min de leitura
Quando alguém ouve “LEGO® Serious Play® (LSP)”, é comum pensar em uma dinâmica criativa com peças coloridas. Mas o que torna o LSP realmente relevante para empresas não é a estética nem o “lúdico por si só”. O diferencial é a combinação entre pesquisa, método e propósito: transformar conversas complexas em modelos palpáveis que aceleram entendimento, alinhamento e tomada de decisão.
Essa robustez não surgiu do acaso. O LSP foi desenvolvido pela LEGO® em diálogo com duas referências fortes: o MIT (Massachusetts Institute of Technology), com sua tradição em pesquisa aplicada e pensamento sistêmico, e o IMD (International Institute for Management Development), na Suíça, conhecido por seu foco em estratégia, liderança e desenvolvimento executivo. Entender essa origem ajuda líderes e RH a escolherem melhor quando usar a metodologia e o que esperar de um workshop bem conduzido.
1) O que o MIT trouxe para o LSP: aprender fazendo, pensar com as mãos
O MIT é um símbolo de inovação prática. E a influência mais visível no LSP está na premissa de que o conhecimento não é apenas “falado” ou “anotado”, ele é construído. Em contextos corporativos, isso se traduz em um ponto crucial: times não entram em consenso só porque conversaram mais. Muitas vezes, entram em consenso quando conseguem ver o problema, suas relações e consequências.
No LSP, as pessoas constroem modelos tridimensionais para representar desafios e oportunidades. Esses modelos funcionam como “objetos de pensamento”: eles externalizam o raciocínio, tornam suposições explícitas e facilitam perguntas melhores. A influência do MIT aparece nessa visão de aprendizagem e inovação baseada em prototipagem, experimentação e iteração.
Por que isso importa para compradores (RH, liderança e negócios)
Menos abstração, mais clareza: estratégia, cultura e mudanças deixam de ser palavras e viram estruturas compreensíveis.
Debates mais inteligentes: em vez de opiniões soltas, o grupo discute modelos e relações entre elementos.
Participação real: o método é desenhado para que todos construam e expliquem, reduzindo o efeito “duas pessoas dominam a reunião”.
Se você busca uma abordagem onde o time aprende fazendo e sai com decisões mais tangíveis, vale conhecer como funciona um workshop com LEGO® Serious Play® e quais perguntas ele resolve melhor.
2) O que o IMD adicionou: estratégia, liderança e conversas executivas com rigor
O IMD, na Suíça, é reconhecido por desenvolver líderes e apoiar organizações em desafios de alto nível: ambidestria (eficiência e inovação), reposicionamento competitivo, transformação cultural, liderança em ambientes complexos. Essa influência aparece na forma como o LSP se estrutura para gerar conversas estratégicas com profundidade, sem virar “brainstorming solto”.
Na prática, o LSP se tornou uma ponte entre dois mundos que, em muitas empresas, não se encontram bem: o mundo da estratégia (que precisa de foco, escolhas e trade-offs) e o mundo das pessoas (que precisa de voz, senso de pertencimento e segurança para discordar).
O resultado é um método que favorece alinhamento com comprometimento
Existe uma diferença grande entre “concordar na reunião” e “assumir responsabilidade depois”. O LSP foi desenhado para aumentar a qualidade do alinhamento, porque o participante não apenas opina: ele cria, explica e negocia significado. Isso eleva o nível de comprometimento.
Em agendas executivas, isso costuma aparecer em temas como:
planejamento estratégico e desdobramento de prioridades
alinhamento de liderança e governança
cultura organizacional e comportamentos desejados
inovação e desenho de cenários
gestão de crise e reconstrução de confiança
Para entender formatos possíveis, públicos e duração, veja opções de aplicação do LSP em empresas de 2h a 16h, com grupos de 3 a 500 pessoas.
3) Por que o LSP não é “dinâmica criativa”: é método de pensamento e comunicação
Um erro comum em processos de compra é tratar o LSP como entretenimento corporativo. A peça de LEGO® é só a interface. O que sustenta a metodologia é o encadeamento de etapas que cria um ambiente de construção de significado com disciplina. Isso muda a forma como a organização conversa.
Em vez de começar por “qual é a melhor ideia?”, o LSP costuma começar por perguntas mais potentes, como:
O que realmente está acontecendo no sistema hoje?
Quais são as forças, restrições e riscos invisíveis?
O que é essencial preservar e o que precisa mudar?
Quais escolhas estratégicas estão sendo evitadas?
Ao construir respostas em 3D, o grupo reduz ruído, evita atalhos mentais e melhora a escuta. É aí que a influência acadêmica se traduz em resultado: menos retórica, mais entendimento compartilhado.
4) Onde MIT e IMD convergem: complexidade, sistemas e decisões com gente de verdade
O ponto mais importante dessa história é a convergência: o MIT fortalece a lógica de aprendizagem pela ação e modelagem; o IMD puxa o método para conversas estratégicas e desenvolvimento de liderança. O LSP nasce com uma vocação clara: ajudar times a lidar com complexidade sem simplificar demais.
Em ambientes complexos, as empresas sofrem com padrões conhecidos:
reuniões longas e inconclusivas
decisões que não se sustentam
alinhamento superficial
conflitos não ditos que viram resistência
boas ideias que não viram execução
O LSP não promete “resolver tudo”, mas é muito eficaz para estruturar conversas difíceis, dar voz a diferentes perspectivas e produzir clareza prática. Para compradores, isso significa reduzir desperdício de energia em discussões circulares e acelerar decisões com mais qualidade.
5) O que esperar de uma aplicação bem-feita do LEGO® Serious Play®
Uma aplicação bem-feita não é improvisada. Ela parte de intenção, diagnóstico e desenho de jornada. O método pode ser usado em encontros de 2h a 16h, com 3 a 500 participantes, online ao vivo ou presencial, inclusive in company. O ponto é escolher o formato certo para o objetivo certo.
Exemplos de objetivos que o LSP atende bem
Estratégia: definir prioridades, clarificar posicionamento e alinhar critérios de decisão.
Inovação: explorar oportunidades, mapear barreiras, desenhar cenários e testar hipóteses.
Cultura e engajamento: traduzir valores em comportamentos e acordos práticos.
Liderança: alinhar expectativas, papéis, comunicação e confiança.
Reuniões críticas: destravar conversas difíceis e construir entendimento comum rapidamente.
Se sua empresa está comparando metodologias, é importante notar que LEGO® Serious Play® não é o mesmo que Strategic Bricks. São abordagens distintas. Quando o objetivo é aplicar especificamente a metodologia criada pela LEGO® com MIT e IMD, faz sentido buscar facilitação profissional em LEGO® Serious Play® com desenho adequado ao desafio.
Conexão com a Escola de Inspirações (de forma prática)
A filosofia da Escola de Inspirações parte de um princípio simples e exigente: soluções surgem quando as pessoas se sentem parte ativa do processo. Isso não é um discurso bonito, é uma estratégia de execução. Envolvimento gera comprometimento, que gera mudança real.
Por isso, a atuação da Escola é baseada em metodologias disruptivas e experienciais, com 100% de participação e foco em “aprender fazendo”. O LEGO® Serious Play® entra como uma ferramenta potente quando o desafio pede alinhamento profundo, comunicação clara e construção coletiva de soluções. A condução pode acontecer online ao vivo ou presencialmente, em workshops de 2h a 16h, para 3 a 500 pessoas, sempre com peças originais de LEGO® e com um desenho intencional para o contexto do cliente.
Para quem quer avaliar se LSP é o melhor caminho ou se uma combinação com outras abordagens faz mais sentido, vale conversar sobre objetivo, momento do time e tipo de decisão a ser tomada. Um bom próximo passo é falar com a equipe e desenhar uma aplicação sob medida, sem transformar a metodologia em “mais uma dinâmica”.
Conclusão
O LEGO® Serious Play® é mais do que uma experiência lúdica. Ele carrega influências claras do MIT e do IMD: aprender fazendo, modelar sistemas, dar forma ao pensamento e elevar o nível das conversas estratégicas. Em um mundo onde as empresas têm informação demais e alinhamento de menos, essa origem explica por que o LSP funciona tão bem quando o assunto é complexidade, cultura, inovação e decisões compartilhadas.
Se o seu desafio é engajar pessoas de verdade para construir clareza e ação, o LSP pode ser a ponte entre boas intenções e execução consistente.




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