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Como Contratar um Workshop de LEGO® Serious Play® Para Sua Empresa

  • fepesantos
  • 29 de mar.
  • 6 min de leitura

Reuniões longas, alinhamentos que não alinham e planos que ficam bonitos no papel, mas não viram decisão, são sintomas comuns em empresas de qualquer tamanho. Quando o desafio envolve pessoas, cultura, estratégia, inovação ou relacionamento com o cliente, o que falta raramente é “mais informação”. O que falta é um processo que gere participação real, pensamento profundo e convergência.



É aqui que um workshop de LEGO® Serious Play® (LSP) pode mudar o jogo. Não se trata de brincar, nem de “dinâmica para descontrair”. LSP é uma metodologia criada para facilitar raciocínio, comunicação e solução de problemas por meio de construções com peças LEGO® e metáforas. Em vez de discutir ideias abstratas, as pessoas constroem modelos, contam histórias e, com isso, tornam visível o que normalmente fica implícito.


Este guia vai te ajudar a contratar um workshop de LSP com mais segurança. Você vai entender quando faz sentido, como escolher formato e facilitação, o que precisa estar no briefing e como garantir que o encontro gere decisões e próximos passos, não só uma boa experiência.



1) Antes de contratar: defina o problema certo (e o tipo de resultado esperado)

Um erro comum é procurar LSP como “solução universal” sem delimitar o desafio. Quanto mais claro o problema, mais potente o workshop. Em geral, LSP funciona muito bem quando você precisa:


  • Alinhar visão e prioridades entre áreas, líderes ou times.

  • Tomar decisões difíceis com múltiplas variáveis e interesses.

  • Construir estratégia ou desdobrar estratégia em ações.

  • Mapear cultura: o que reforça e o que sabota comportamentos.

  • Trabalhar inovação e geração de soluções com mais qualidade e menos “achismos”.

  • Destravar comunicação em temas sensíveis (conflitos, crise, mudança organizacional).

Ao invés de pedir “um workshop de engajamento”, descreva uma pergunta de negócio. Exemplos:


  • “Quais são os 3 comportamentos que precisamos reforçar para sustentar nossa cultura de crescimento?”

  • “O que precisa mudar no nosso processo para reduzir retrabalho e melhorar o tempo de resposta ao cliente?”

  • “Como integrar times após uma reestruturação sem perder foco em resultados?”

Se você quiser aprofundar possibilidades de aplicação, faz sentido olhar uma página dedicada sobre workshops com LEGO® Serious Play® para comparar objetivos e formatos.



2) Entenda o que você está contratando (e o que não é LSP)

Para contratar bem, você precisa reconhecer o coração da metodologia. Em LSP, os participantes constroem modelos com peças LEGO® originais e usam metáforas para expressar ideias. A dinâmica favorece 100% de participação, porque todos constroem e todos explicam seu modelo. Isso reduz dominância de voz, evita que a conversa seja tomada por poucos e melhora a qualidade das decisões.


O que LSP não é:


  • Não é palestra com atividade no final.

  • Não é jogo infantil ou entretenimento corporativo.

  • Não é a mesma coisa que Strategic Bricks. Strategic Bricks é uma metodologia própria, com fundamentos e materiais que vão além do LSP, embora possa usar LEGO® em suas dinâmicas.

Quando você deixa isso claro internamente, a contratação fica mais fluida, porque o patrocínio do líder e as expectativas do time ficam alinhados ao que o método realmente entrega: clareza, diálogo e construção coletiva de soluções.



3) Escolha o formato certo: duração, participantes e tipo de encontro

Um workshop de LEGO® Serious Play® pode variar de 2h a 16h e funcionar com grupos de 3 a 500 pessoas, dependendo do objetivo e do desenho de facilitação. A definição do formato não deve ser “quanto tempo eu tenho na agenda”, mas “qual profundidade eu preciso para sair com decisão e plano”.



Como escolher a duração (regra prática)

  • 2h a 3h: alinhamento rápido, clareza de temas, diagnóstico inicial, integração com foco (útil para reuniões de liderança ou times menores).

  • 4h a 8h: aprofundamento, construção de cenários, priorização e primeiros acordos de execução.

  • 8h a 16h: estratégia completa, redesenho de processos, construção de roadmaps, gestão de crise com maior complexidade e compromisso de múltiplas áreas.


Como escolher o tamanho do grupo

Para temas sensíveis ou que exigem decisões rápidas, grupos menores tendem a gerar mais profundidade. Para temas de cultura e alinhamento transversal, grupos maiores podem fazer sentido, desde que o desenho preveja dinâmica e consolidação de insights em camadas.


Se sua necessidade envolver múltiplos times, pergunte sobre modelos de execução como plenária com mesas simultâneas, consolidação por clusters e síntese final com decisões. Nessa etapa, é útil solicitar um desenho de workshop sob medida com base no número de participantes e no resultado desejado.



4) O que avaliar em uma empresa facilitadora (checklist de compra)

Como comprador, seu risco não é “o método não funcionar”. Seu risco é contratar um workshop bonito, mas raso. A diferença está no desenho e na facilitação. Use este checklist para orientar sua avaliação:


  • Experiência em ambiente corporativo: a facilitação precisa conversar com decisões, prioridades, prazos e política organizacional.

  • Capacidade de customização: o workshop deve ser desenhado com intencionalidade, não “um roteiro padrão”.

  • Clareza sobre entregáveis: o que sai ao final? decisões, mapa de desafios, princípios, backlog, roadmap, plano de ação.

  • Condução de grupos diversos: áreas diferentes, níveis hierárquicos diferentes, perfis comportamentais diferentes.

  • Gestão de tempo e energia: LSP é mão na massa e exige ritmo. Facilitação fraca vira “construção sem foco”.

  • Como será a documentação: registro de modelos, síntese de padrões, acordos e próximos passos.

Uma boa pergunta para fazer no processo de compra é: “Como vocês garantem que a sessão termina com decisões acionáveis e responsáveis definidos?”. A resposta revela maturidade de desenho, não apenas conhecimento do método.



5) Como preparar o briefing: 10 informações que melhoram o resultado

Briefing é onde muita contratação ganha ou perde valor. Quanto mais contexto, melhor o design. Antes de fechar, prepare estas informações:


  1. Objetivo principal (uma frase) e objetivos secundários (até três).

  2. O que motivou a demanda agora (mudança, crise, metas, reestruturação).

  3. Quem participa: áreas, senioridade, número estimado e nível de influência.

  4. Decisão esperada: o que precisa estar definido ao final?

  5. Limites e restrições: orçamento de tempo, políticas internas, temas que exigem cuidado.

  6. Histórico do problema: o que já foi tentado e por que não funcionou.

  7. Dados disponíveis: indicadores, pesquisas, NPS, clima, reclamações, metas.

  8. Grau de conflito: existe tensão entre áreas? há risco de “jogo político”?

  9. Pós-workshop: haverá comitê, acompanhamento, sprint de execução?

  10. Logística: presencial ou online ao vivo, local, horário, recursos.

Se a sua organização busca uma intervenção que una experiência e pragmatismo, vale conversar com especialistas em facilitação e consultoria para transformar o briefing em um design que respeite a realidade do negócio.



6) O que esperar no dia do workshop (e como medir se valeu a pena)

Em um LSP bem conduzido, você deve ver três coisas acontecendo ao mesmo tempo: participação alta, conversas mais objetivas e surgimento de padrões claros. A metodologia cria um ambiente em que pessoas que normalmente falam pouco conseguem contribuir, e pessoas que normalmente dominam a conversa precisam ouvir para compreender o todo.



Indicadores práticos de qualidade

  • Todos constroem e explicam, não há plateia passiva.

  • As metáforas evoluem para decisões: de “o que isso significa?” para “o que faremos com isso?”.

  • Há priorização: o grupo converge, não apenas lista possibilidades.

  • Saída com próximos passos: responsáveis, prazos iniciais e forma de acompanhamento.

Sobre mensuração, combine antes quais evidências serão coletadas. Exemplos:


  • Mapa de desafios e decisões registradas.

  • Backlog de iniciativas priorizadas.

  • Definição de princípios de cultura e comportamentos observáveis.

  • Alinhamento de narrativa estratégica para comunicação interna.

Quando fizer sentido, LSP pode ser integrado a outras frentes, como avaliações comportamentais ou programas de cultura e CX. O ponto é: a integração precisa servir ao objetivo do workshop, não complicar a experiência.



Conexão com a Escola de Inspirações (de forma prática)

A Escola de Inspirações atua com desenvolvimento, treinamentos e consultoria desde 2016, com sede em São Paulo e projetos no Brasil e no exterior. O diferencial está em metodologias disruptivas e experienciais: as pessoas aprendem fazendo, construindo e vivenciando, com 100% de participação.


Em LEGO® Serious Play®, isso se traduz em workshops desenhados com intenção clara, do encontro curto de 2h até jornadas de 16h, para grupos de 3 a 500 pessoas. O foco é facilitar conversas que normalmente travam e transformar alinhamentos em decisões e próximos passos. Se você está comparando opções, pode começar entendendo como funcionam as soluções sob medida para empresas e, a partir disso, desenhar o formato ideal para o seu desafio.



Conclusão

Contratar um workshop de LEGO® Serious Play® é uma decisão estratégica quando o desafio envolve alinhamento, comunicação, cultura e decisões complexas. O método ganha força quando você chega com um problema bem definido, escolhe o formato adequado e avalia a maturidade de facilitação com critérios objetivos.


Se o seu objetivo é sair de um encontro com clareza real, participação total e ações viáveis, trate LSP como um processo de pensamento e decisão, não como uma “dinâmica”. Um bom workshop não termina no último minuto. Ele começa ali, com o comprometimento que nasce quando as pessoas se sentem parte ativa da solução.


 
 
 

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