Empresas não podem mais esperar encontrar no mercado profissionais totalmente prontos.

Capacitação interna e sob medida: porque treinar colaboradores é estratégico e fundamental para o negócio


A pesquisa da Deloitte “Tendências Globais de Capital Humano 2019” já avisa: o Profissional do Futuro é aquele que pratica a autogestão, uma vez que a tendência é que empresas líderes cada vez mais combinem e ofereçam arranjos contratuais alternativos à sua força de trabalho; é flexível, multidisciplinar e suficientemente aberto e maduro para atuar com pares diversos e dentro de uma cultura que aproveita ao máximo a tecnologia para a tomada de decisões baseadas em dados.

Diante de um cenário assim, global e muito desafiador, a pesquisa da Delloite, que ouviu mais de 10 mil líderes de negócios e de recursos humanos de 119 países distintos, também alerta: quem espera encontrar no mercado profissionais já totalmente prontos para as habilidades que procura está remando contra a maré.

Isso porque o mundo de hoje, o chamado Mundo VUCA (sigla em inglês para Volátil, Incerto, Complexo e Ambíguo), super conectado, rápido e digital, exige do mercado um jeito novo de ensinar e, do profissional, um jeito novo de aprender. Tanto é verdade que 86% dos líderes consultados pelo estudo afirmaram que uma das preocupações mais importantes para o crescimento das organizações, e de si próprio, é reinventar a maneira pela qual o conhecimento é assimilado.

Fatores como a Revolução 4.0; o advento de recursos como a Inteligência Artificial e outras tecnologias que mudam a relação entre clientes, colaboradores e empresas; movimentos como fusões e aquisições; e a gestão horizontal, que transfere o foco hierarquizado para a integração de times e cabeças forjam a necessidade de novas habilidades e competências que precisam, sim, de capacitação específica, ou seja, treinamentos que podem e devem ser proporcionados pelas organizações, em programas de desenvolvimento interno.


Treinar é Competitivo e Aprender é para Sempre

O estudo usa a interessante expressão learning in the flow of life (aprendendo no fluxo da vida) para fazer referência ao aprendizado ininterrupto, contínuo (lifelong model), cada vez mais prático e integrado ao trabalho, e mais pessoal também, com o intuito de incentivar o profissional a aproveitar ao máximo as oportunidades de crescimento, com significado, e a partir do desenvolvimento das competências que ele mais precisa.

Sabemos que não é fácil, mas investir nesse tipo de capacitação, independentemente do porte da empresa, é super estratégico e dá retorno simplesmente porque retém os melhores talentos. Não há nada mais antigo e improdutivo que o medo de capacitar sob o receio de que profissionais se tornem atrativos demais ao mercado e acabem deixando a empresa. Parece óbvio, mas, por incrível que pareça, ainda há quem pense dessa forma.

É claro que o que se espera hoje é que o profissional assuma também o protagonismo e responsabilidade pelo desenvolvimento de sua carreira. Mas neste cenário, a empresa tem uma baita oportunidade e papel importantes, na medida em que a “experiência profissional” cada vez mais se funde à “experiência de vida” da pessoa. Mas o que isso quer dizer? Quer dizer que, cada vez mais, o trabalho alinhado com o propósito social e de crescimento pessoal é o que faz sentido aos profissionais que chegam ao mercado e mesmo àqueles que já têm muita estrada.

Uma das estratégias para o aprendizado contínuo e multidisciplinar requerido hoje em dia, por exemplo, é proporcionar a mobilidade de talentos interna e entre vários setores, algo que o estudo da Delloite classificou como fundamental. De fato, preparar colaboradores para esse tipo de vivência e diversidade no ambiente do trabalho faz todo sentido. Inclusive, a prática também é uma espécie de diagnóstico, que pode ajudar a trazer à tona competências que ainda precisam ser aperfeiçoadas.

Nesse nosso Mundo VUCA o líder, portanto, é diferente daquela figura mais centralizadora que conhecíamos no passado. É bom que ele saiba lidar com as incertezas do ambiente volátil dos negócios, esteja aberto a redesenhar processos, ao gerenciamento à distância de equipes remotas, à institucionalização do conhecimento, à negociação com diferentes stakeholders, à adoção de novas tecnologias, à administração de conflitos, muitas vezes mais frequentes ou inusitados e sobretudo ao incentivo à capacitação de novas habilidades.


Assim, treinar ficou mais complexo e plural, à medida que precisa abranger e considerar diferentes funções cognitivas dos profissionais. Por isso, em muitas ocasiões contar com a parceria de especialistas é um caminho muito interessante às empresas, que amplia o olhar sobre os colaboradores, seja lá qual for o setor responsável pelo desenvolvimento humano ou tipo de profissional que precisa ser capacitado.

A responsabilidade de treinar

Departamentos de RH ou de áreas diversas, como Comunicação, TI e Marketing, podem se valer de parcerias para o apoio ao desenvolvimento interno dos talentos, sobretudo para o relacionado às competências não-técnicas, ou comportamentais, chamadas de Soft Skills. O mercado tem mostrado que são justamente essas habilidades, como inteligência emocional, autogestão, criatividade, pensamento crítico e empatia, o gargalo para o desenvolvimento humano integral nas companhias. Segundo dados recentes do Fórum Econômico Mundial - responsável pela organização de encontros anuais com a participação e colaboração das maiores e principais empresas do mundo – as competências comportamentais são as que balizam desde já o profissional preparado para os desafios do mundo corporativo de hoje e de amanhã. Afinal, quem as desenvolve tende a estar mais resiliente, presente e motivado para o aprendizado de conteúdos específicos e técnicos.

Isso acontece porque, com o advento da tecnologia e com a entrada de novos players em mercados antes praticamente monopolizados, o que se requer são, além das habilidades técnicas, as habilidades estratégicas e um desenvolvimento cognitivo importante para gerenciar conflitos, enxergar oportunidades e redesenhar processos. Segundo o estudo realizado pela Arthur W. Page Society, associação de comunicação corporativa dos Estados Unidos, um dos quatro vetores críticos no mundo corporativo atual é justamente a gestão de relacionamentos e pessoas.

A Escola de Inspirações tem feito parte desse processo, atuando em parceria com empresas de diferentes tamanhos, regionais, nacionais e multinacionais, no propósito de aperfeiçoar a experiência humana e profissional para estes desafios tão complexos e distintos.

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Referência:

https://www2.deloitte.com/br/pt/pages/human-capital/articles/tendencias-capital-humano.html

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